Vamos estabelecer uma conversa e não uma comunicação

4 outubro 2017

Giuliano Duccini

Giuliano Duccini

Autor

Executivo com mais de 20 anos de experiência em Marketing, Tecnologia, Conteúdo e Consultoria.

Por que sempre que pensamos em venda pensamos em algo chato?

Pensamos em alguém tentando empurrar algo para outro, tentando convencer pessoas e empresas que necessitam comprar algo que eventualmente não seja necessário ou útil.

Nada pode ser pior que alguém tentando levar vantagem em uma relação em que o que deveria existir é a troca.

Que tal um mundo onde as informações sobre qualquer produto ou serviço ajudassem, inspirassem e questionassem as pessoas e as empresas? A descoberta de uma solução para um problema existente ou uma maneira melhor e mais barata de fazer algo

E se isso fosse feito de uma maneira natural? Através de uma conversa, sem pressa e respeitando o tempo da decisão, dando todo o suporte para que a compra seja uma real escolha e não algo impulsivo, inútil, fútil.

Não seria muito melhor?

Vivemos  na era do Marketing de permissão, a mídia que interrompe já não é mais vista por muitos.

— Seth Godin

As pessoas hoje sinalizam o que gostariam de saber: sobre determinado produto, mercado, de problemas comuns a outros, comparativos entre soluções existentes, descritivo dos produtos, depoimentos etc.

Opa, gostei, quero comprar esse produto!

Acreditar que existam fórmulas mágicas, softwares que fazem tudo isso sozinho em um modelo de marketing de automação também não é o caminho, eles podem até trazer resultados, mas se todo mundo fizer a mesma coisa o que vamos encontrar são apenas: 7 dicas sobre algo, 10 coisas imperdíveis etc… E o resultado não vai ultrapassar aquele limite.

Aliás, em uma venda de um serviço ou produto mais complexo do segmento B2B tecnologia, ou em uma startup com um produto inovador que precisa ser explicado, é ainda pior.

Nestes casos, a coisa não acontece com interações em apenas um canal, e sim com uma combinação deles, sejam eles online ou presenciais, o que deve haver é a complementaridade entre as interações e canais.

Para que isso aconteça é preciso URGENTE investir mais tempo no planejamento da MENSAGEM.

Criar conteúdo é caro e determinante hoje em dia, mas se a mensagem não estabelecer uma CONVERSA genuína com o cliente, será apenas uma informação e não algo que seja útil, que provoque um questionamento para uma mudança.

É preciso mergulhar no mundo das pessoas, da relação delas com os problemas, com as soluções, e identificar a partir desta ótica o caminho do diálogo entre elas e as empresas/produtos que querem fazer parte da sua vida e dos seus negócios.

A partir disso, buscar a interação, que deve sim ser suportada pela tecnologia, pois ela é quem permite que a mensagem atinja escala. Porém, não podemos deixar de lado a sensibilidade, a forma moderna, inusitada, com referência na antiga “conversa” do tempo de nossos avós.

A verdade e mutualidade devem prevalecer, pois não há dúvida de que a VERDADE VENDE e constrói uma base de clientes mais fiel, próxima, que terá mais compreensão até em um momento de falha, pois sabe que em uma relação humana, coisas podem sair erradas

Bem-vindo ao novo jeito de fazer marketing e vendas. Bem-vindo ao novo mundo dos negócios.

Esse é um texto que escrevi há algum tempo e que serviu, e ainda serve, de inspiração para o processo de criação da minha empresa e do seu nome.

O que acharam?

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