Líderes desmotivados: como lidar com esse problema cada vez mais comum em profissionais do marketing B2B?

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Gestão no marketing B2B e os caminhos para que líderes possam superar a própria falta de motivação no trabalho

Lidar com pessoas desmotivadas faz parte do trabalho de qualquer líder no mundo corporativo. Um desafio que envolve encontrar meios de engajar, entusiasmar e motivar equipes para que performem cada vez melhor. Mas o que fazer quando a desmotivação afeta o próprio líder?

Gestores desmotivados é um problema que vem crescendo nas empresas, e isso afeta também profissionais do marketing B2B que desempenham papeis de liderança. Existem muitos fatores que podem estar por trás disso, portanto, identificá-los é o primeiro passo para encontrar uma solução.

Gestão no marketing B2B e os caminhos para que líderes possam superar a própria falta de motivação no trabalho

 

Lidar com pessoas desmotivadas faz parte do trabalho de qualquer líder no mundo corporativo. Um desafio que envolve encontrar meios de engajar, entusiasmar e motivar equipes para que performem cada vez melhor. Mas o que fazer quando a desmotivação afeta o próprio líder?

Gestores desmotivados é um problema que vem crescendo nas empresas, e isso afeta também profissionais do marketing B2B que desempenham papeis de liderança. Existem muitos fatores que podem estar por trás disso, portanto, identificá-los é o primeiro passo para encontrar uma solução.

Neste artigo, vamos trazer algumas reflexões sobre esse tema, entender suas principais causas e sugerir caminhos que possam ajudar líderes a reencontrar seu entusiasmo e motivação. Confira a seguir!

O peso da palavra “líder”

Desde sempre, a palavra “líder” carrega uma série de significados que precisam ser reavaliados. Ela traz sempre a imagem de uma pessoa que sabe mais do que os outros, de alguém com o poder de ver mais longe, de suportar mais pressões, de inspirar seus liderados e conduzi-los ao sucesso.

Todo esse mito em torno da ideia abstrata do que é ser um líder traz automaticamente uma carga de responsabilidade que muitas vezes desconsidera um fato óbvio e simples: um líder ainda é um ser humano como outro qualquer. Ele tem fraquezas, inseguranças e dúvidas. E, assim como todos nós, também sofre os efeitos nocivos do excesso de pressão e de cobranças.

O ponto a ser entendido aqui é que um líder não é alguém com superpoderes. Esse é o primeiro passo na direção de superar o problema da desmotivação de gestores, pois a compreensão disso já reduz o impacto de diversos fatores que levam a esse estado, como veremos a seguir.

Condições que levam um líder a ficar desmotivado

O cenário de competitividade e as métricas de sucesso cada vez mais altas podem estar criando condições ruins para que lideranças se mantenham motivadas. São muitos os fatores que contribuem para gerar esse tipo de vulnerabilidade, tais como:

  • Pressão por resultados;
  • Ausência de ferramentas adequadas;
  • Rápido avanço tecnológico;
  • Exigência para tomada de decisões rápidas;
  • Desafios cada vez mais complexos;
  • Sucessivas crises econômicas;
  • Falta de apoio, de feedbacks e de reconhecimento de superiores.

A esses fatores podemos somar todos os transtornos recentes causados pela pandemia do coronavírus e, naturalmente, quaisquer problemas pessoais que afetam a vida das pessoas.

São condições como essas que criam um ambiente que favorece o surgimento de líderes desmotivados e elevam o risco de desenvolvimento de depressão, síndrome do pânico e síndrome de burnout, um estresse crônico que causa exaustão física e mental.

Os valores da empresa também importam

Há ainda um outro aspecto que pode ser determinante para minar a motivação de um líder: a cultura e os valores da empresa. Quando esse conjunto conflita com os próprios valores da pessoa, vai se criando uma barreira de identificação que também pode afetar o entusiasmo para a realização das tarefas.

Um líder com perfil criativo e inovador terá maior dificuldade de se manter motivado em um ambiente burocrático, com pouca flexibilidade e menos permeável a novas ideias. Da mesma forma, alguém mais metódico pode não se adaptar em culturas organizacionais mais caóticas e flexíveis.

O que um líder precisa fazer para reencontrar sua motivação?

Como dissemos no início, o primeiro passo é entender e avaliar o cenário para conhecer as causas dessa falta de motivação. Mas isso não é um processo simples, porque muitas vezes é difícil superar esse mito do líder infalível e reconhecer as próprias vulnerabilidades.

É nesse ponto que um exercício de franco autoconhecimento se torna necessário. Reconhecer seus pontos fracos, entender onde está encontrando maior dificuldade e admitir que precisa de ajuda são essenciais para reencontrar o equilíbrio.

Nesse processo, é importante entender que nos dias de hoje não existe mais o fazer tudo sozinho. Um líder não é mais aquele que tem todas as respostas, mas aquele que se cerca de um time que complementa suas competências e preenche seus pontos fracos. E isso vale também para a tomada de decisões que, em muitas circunstâncias, pode ser compartilhada

Converse e busque apoio

Admitir as próprias vulnerabilidades pode ser algo difícil, mas uma vez que se identifique as causas do que atrapalha a motivação, um líder precisa buscar apoio. Por isso, é importante falar com seu time e com superiores, de forma franca, expondo o que acredita serem os fatores que estão contribuindo para a desmotivação.

Esse é um processo que sempre deverá ser feito com algum tipo de coletividade, porque é a essência do entendimento de que não se resolve tudo sozinho. Assim, exponha suas insatisfações, fale sobre dúvidas e inseguranças e tente encontrar apoio. Muitas vezes, o simples gesto de compartilhar o fardo pode restabelecer grande parte da motivação.

Uma dica interessante é contar com uma rede de apoio. Sabe o bom e velho networking? Por que não transformá-lo também em uma forma de suporte? Cultive relacionamentos profissionais fora do seu trabalho com os quais possa também dividir suas dúvidas, buscar conselhos e trocar ideias. Assim, você pode obter visões de outras pessoas de fora do seu ambiente de trabalho, em uma perspectiva de troca de experiências que pode ajudar no seu processo de reencontrar o entusiasmo ou entender as raízes de falta dele.

Atenção com a saúde mental

É importante que se faça uma distinção quando se fala em falta de motivação. Essa expressão pode esconder problemas muito mais graves do que um simples desânimo temporário ou pontual. A desmotivação pode ser sim algo muito específico, causada por elementos mais simples como um desgaste natural na relação das pessoas com as empresas onde trabalham. Mas também pode ser a ponta do iceberg de algo muito mais sério e que merece atenção redobrada.

Buscar ajuda profissional deve ser sempre uma opção a ser considerada, especialmente quando dados indicam que a pandemia potencializou o aumento de casos de burnout, uma síndrome ligada diretamente ao excesso de estresse e à carga de trabalho.

Bem-estar e qualidade de vida devem ser prioridade para todos, e isso inclui os líderes que, de modo geral, tendem a negligenciar esses dois aspectos na ânsia de atender às muitas demandas a que são submetidos.

A desmotivação, quando afeta gestores, pode ser causada por diversas situações. Seja ela mais simples, como um desgaste natural, ou mais profunda, como um sintoma de que a saúde mental não está bem, merece atenção e cuidado. Merece, principalmente, uma autoavaliação honesta, que pode incluir a aceitação de que talvez seja a hora de procurar ajuda. Seja essa ajuda uma conversa franca com colegas de trabalho, seja a busca de um profissional qualificado.

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